Nossos Mortos

Em Nossos Mortos, novo trabalho do Teatro Máquina, o grupo trata de dar forma à tragicidade exposta no mito de Antígona, a partir de Sófocles, enfatizando a defesa do direito natural de sepultamento. Aprofundando relações com outras versões do mito nas traduções e releituras dos dramaturgos Friedrich Hölderlin, Bertolt Brecht, José Watanabe e Ângela Linhares, o Teatro Máquina aprofunda também sua investigação sobre as sonoridades fúnebres tradicionais e os documentos históricos de inúmeros massacres e movimentos populares, especialmente o do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, na cidade do Crato (CE).

O processo teve início durante uma viagem de 28 dias por três regiões do semiárido nordestino, em 2015, no projeto Sete Estrelas Grande Carro, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural. Em 2017, o grupo retoma a investigação sob tutoria da atriz e diretora Tânia Farias, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, além dos colaboradores de música e voz: Ayrton Pessoa, Di Freitas e Consiglia Latorre, no Laboratório de Pesquisa Teatral da Escola Porto Iracema das Artes.

Serviço:
NOSSOS MORTOS
Temporada de estreia
06, 07, 08, 13, 14 e 15 de abril de 2018
sextas e sábados às 21 horas, domingos às 18 horas
no Teatro do SESC Pompeia
Duração: 70min
Indicação etária: 16 anos
Compra de ingressos:
https://www.sescsp.org.br/programacao/150675_NOSSOS+MORTOS
*Vendas limitadas a 4 ingressos por pessoa.

Ficha Técnica:
Com Ana Luiza Rios e Loreta Dialla
Direção: Fran Teixeira
Produção: Teatro Máquina
Fragmentos de textos de Angela Linhares, José Watanabe, Bertolt Brecht, Friedrich Hölderlin e Sófocles.
Tutoria: Tânia Farias
Direção Musical: Ayrton Pessoa Bob e Consiglia Latorre
Preparação musical: Consiglia Latorre
Acompanhamento musical e rabeca de cabaça: Di Freitas
Música e som ao vivo: Ayrton Pessoa Bob e Levy Mota
Preparação corporal: Fabiano Veríssimo e Márcio Medeiros
Figurino: Diogo Costa
Cenografia: Frederico Teixeira
Assistência de cenografia: Marina de Botas
Desenho de luz: Walter Façanha

Durante os dias 10, 11 e 12 de Abril, o grupo oferece também junto com Consiglia Latorre, diretora musical do trabalho, a oficina Bases improvisacionais para o corpo e a voz no espaço de criação.
Mais informações sobre a oficina e como se inscrever aqui: SESC

Nossos mortos têm voz

“Nossos Mortos Têm Voz”: pré-estreia de documentário

Acontece em 27 de março, no Odeon, Rio de Janeiro, a pré estreia do documentário “Nossos Mortos Têm Voz,” 13 anos após a maior chacina da Baixada Fluminense. No dia 31 de março de 2005, policiais do Estado do Rio de Janeiro assassinaram 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados. O documentário traz à tona o depoimento de mães e familiares de vítimas da violência do Estado na Baixada Fluminense com as histórias atravessadas por essas perdas. O filme conta com o apoio da Fundação Heinrich Böll Brasil, Misereor, Casa Fluminense, Fundo Brasil de Direitos Humanos e a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência.

 

Mais informações em: Nossos mortos tem voz

Seminário: Necropolítica – Políticas de Morte

Organizei junto com outras pessoas queridas um Seminário no Centro de Pesquisa e Formação do SESC sobre um tema hoje, mais do que nunca, latente em nossa sociedade.

O Seminário tem por objetivo propor a discussão em torno do que chamamos de políticas da morte que ocorrem sob a tutela do estado. Se por um lado nos cabe discutir essas questões sob a ótica do conceito e da perpetuação de uma prática macro que ocorre no cotidiano das nossas cidades, por outro cabe destacar quais são os sujeitos que têm sido sistematicamente atingidos por essa política – lgbts, mulheres, população negra e indígenas.

Organizações não-governamentais, movimentos sociais, coletivos, associações e outros organismos tem sido enfáticos às denúncias a respeito das constantes violações investidas contra esses sujeitos.  Invisibilizados, subalternizados, estigmatizados, esses grupos são destacados de maneira semelhante ao quadro apresentado pela pensadora estadunidense Judith Butler como vidas precárias.

O intelectual camaronês Achille Mbembe, a partir da proposta teórica de M. Foucault em que destaca o exercício do poder estatal sobre corpos e vidas, têm afirmado, ao se afastar das formas tradicionais de definição do termo, que a questão da Soberania do estado é ampla e largamente utilizada não só para apresentar e retratar o poder estatal em relação as questões limítrofes sócio-espaciais, mas também para falar da disposição do estado em se utilizar desse poder para decidir sobre “quem deve viver e quem deve morrer”.

Assim, utiliza-se do conceito de Necropolítica para retratar a atuação do estado e, por consequência, quais dentre os seus sujeitos e grupos irão viver e morrer.

A programação e as informações estão em: Seminário Necropolítica

 

A Alma

Segundos os chineses temos 10 almas. Compostas de 3 almas sutis e luminosas que dependem do yang, 7 são densas e sombrias e dependem do yin. Essas almas são separadas na hora da morte. Na China pós-maoísta milhões de chineses, representados por chefes de famílias, se dirigem aos seus ancestrais e e o convidam para partilhar da ceia festiva que são preparadas em sua honra.

Na crença dos Tai budistas temos 32 almas, pois segundo os budistas o corpo é dividido em 32 partes e a origem de problemas orgânicos em determinada parte do corpo está diretamente ligada a uma desordem entre o órgão e a alma. A alma sai durante o sono e é capturada por espírito maléficos que acabam por se perder na loucura ou na doença.

Para os Deng Tai o número de almas pode subir para 90.

Fonte: Sobre a morte – invariantes culturais e praticas sociais. Organização Maurice Godelier e tradução de Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Edições Sesc

Sarau do Terror

Sarau do Terror

Lembro da minha tia Maria quando perguntávamos para ela: “Do que morreu ?” e , ela imediatamente respondia: “De morte morrida !”.

É com esse tema que iremos nos encontrar no sábado, dia 4/11, na Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura e que fica dentro do Cemitério Colônia. O link para quem quiser participar do evento é: Sarau do Terror: Morte morrida !

Vai ser ótimo ouvir histórias, declamar poemas, falar da morte. Eu estarei lá, vamos ?

 

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