LAMENTO

Ouçam, crianças:
Seu pai morreu.
De seus velhos paletós
Vou lhes fazer casaquinhos;
E vou lhes fazer calcinhas
Com as suas calças velhas.
Haverá nos seus bolsos
Coisas que punha ali;
Algumas chaves e moedas
Recobertas de tabaco;
As moedas são de Dan,
Para guardar no cofrinho;
Com Anne ficam as chaves,
Para um belo tilintar.
A vida tem que seguir,
E os mortos ser esquecidos;
A vida tem que seguir,
Ainda que morram bons homens;
Anne, venha tomar seu café;
Dan, tome o remédio você;
A vida tem que seguir;
Eu só não lembro porquê.

 

Edna St. Vincent Millay, (1892 -1950)
tradução: Paulo Vizioli

Agradecimento especial ao amigo Luiz Claudio, Finest pela beleza de poema compartilhado.

A Alma

Segundos os chineses temos 10 almas. Compostas de 3 almas sutis e luminosas que dependem do yang, 7 são densas e sombrias e dependem do yin. Essas almas são separadas na hora da morte. Na China pós-maoísta milhões de chineses, representados por chefes de famílias, se dirigem aos seus ancestrais e e o convidam para partilhar da ceia festiva que são preparadas em sua honra.

Na crença dos Tai budistas temos 32 almas, pois segundo os budistas o corpo é dividido em 32 partes e a origem de problemas orgânicos em determinada parte do corpo está diretamente ligada a uma desordem entre o órgão e a alma. A alma sai durante o sono e é capturada por espírito maléficos que acabam por se perder na loucura ou na doença.

Para os Deng Tai o número de almas pode subir para 90.

Fonte: Sobre a morte – invariantes culturais e praticas sociais. Organização Maurice Godelier e tradução de Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Edições Sesc

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